Às vezes é assim. Bate uma vontade enorme de só escrever. Sabe, num impulso incessante de somente colocar pra fora, atirar, regurgitar, expulsar as palavras aqui presas e viajar…
Por vezes não consigo, admito. Estas (frequentes) ocasiões em que as incessantes palavras resolvem transfigurar, eu fico pensando como seria se eu as dissesse. Mas não aqui, porque aqui é o mesmo que não dizer, visto que não ouves, visto que não lês. Invisível.
Tudo que não acaba não tem fim, e não acabou. É sempre esse período de latência que agonia, por vezes até martiriza. Esse intervalo, que de praxe ocorre, sempre com o mesmo intervalo, diz muito sobre nós, sobre a (falta de) coragem que nos ronda, que nos faz sermos Galileu, e não Ícaro.
Eu quero ser Ícaro, eu quero ser Ícaro.
Mas Ícaro sem asas não comporta. Simplesmente não existe.
Quando será que Ícaro voará novamente? Mesmo correndo o (certo) risco de cair, o sonho de voar enaltece. E quando a gente vê, voou mais de uma vez. E espera de novo pelo vôo, que mesmo rápido, tem o seu (grande) valor.
J.
02/05/2013.
(via m0rtality)
Já não falo mais de ti.
Volto a falar de vc - é, vc.
Não sei bem o porquê, mas o tempo passa - ele sempre passa, ele voa - mas eu sempre volto a falar de ti. De ti não, de vc.
Vc sabe que é de vc que eu falo - acho que só vc sabe. Tudo bem, até finges não saber. Podes até ter uma pontinha de dúvida e achar que não seja de ti. Mas no fundo sabes que é.
Sabes que é por causa de vc que abandono as regras gramaticas e escrevo, assim, de qualquer jeito. De qualquer jeito não, só desse jeito um pouco mais simples, mais direto. Menos letras, mais significados. Menos duas, que na verdade são mais oito. Outro gole.
O tempo passa, já não somos mais os mesmos. Eu sei, houveram decepções - de minha parte várias. Mas não importa, essa coisa é boa. Melhor que não tenha nada mesmo, assim sempre serás vc.
Acho que fui clara. Daquele jeito de sempre.
J.
24/02/2013.
(via m0rtality)
It is Over | Mihail -Miho- Korubin.
(via umubucaifeiditao)